Formas de sombras
Há algo de errado comigo, não estou em mim.
Meus olhos colados no tecto eu não consigo fazer com que a minha mente pare de funcionar.
Eu sabia o que iria acontecer mas não pude evitar, o mais negro…
Tu eras todas as minhas músicas favoritas eras tudo que eu tinha a perder.
Deveria ter sabido transformar-me.
O fracasso de todos os sons familiares para mim oiço agora melhor que nunca.
Como a luz escurece novamente e eu perco-me dentro dela, um labirinto por vasculhar.
Tarde fria, durmo no canto do quarto e evito ao máximo o sol.
Apagas-te a luz e eu perdi o trilho.
Deixa-me no escuro, deixa-me no frio
Eu tenho que enfrentar o teu ultimo adeus.
O olhar no meu rosto, meus olhos vermelhos, então, quem ganhou a guerra afinal?
Eu não posso decidir
Apenas a escuridão pode sentir-me de verdade.
Nenhum tipo de observação pode queimar mais que a dor de perder, perder-te.
Porque eu sou fria como Dezembro
E eu não me vou entregar até que tu me dês de volta a minha vida.
Eu não posso ver o sol da manhã
Por favor, avisa-me da próxima vez que passar por isto novamente
Estamos fora do tempo.
Se o mundo inteiro me mandasse desaparecer será que todo o sofrimento acabaria dentro de mim?
Penso: “Então não voltes, pois a ampulheta está e esvaziar”
Enterras-me a cada momento
Começo a perder a memória
Fujo de mim mesma.
Está-se a tornar mais complicado começar tudo de novo.
Mas ao pensar nas coisas simples que tu me dizes, que me fazem sobreviver aos dias.
Me manténs acordada para a vida, melhor prima.
Os caminhos que tive que tomar, ainda me mantém acordada.
As paredes a que me apoiei caíram.
Com as minhas mudanças constantes
Vou guardar pra dentro tudo de bom e mau.
Não vamos ficar, os dias acabaram.
Agora nos dirigimos para longe de tudo que sabemos.
Agora tenho que arrumar minha mente.
Porque só as mudanças nos dizem quem somos.
Agora estamos a milhas de distância de tudo que poderíamos ser.
Contámos os dias na palma das nossas mãos, não serão esquecidos, mas agora viramos as páginas e o fim do livro aproxima-se.
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